A menina de Pernambuco
Ainda não escrevi sobre o caso da menina de 9 anos que foi violentada (é uma palavra horrível mas é o que é) pelo padrasto em Pernambuco. Quero deixar minhas palavras. De início, sou contra o aborto. Isso é uma opinião minha e posso ser considerada remando contra a maré, mas se o negócio é respeitar a diversidade, então meu pensamento entra no mesmo pacote. Quando era adolescente, no segundo ou terceiro colegial, tive um professor de português que não era nem de longe um conservador que disse o seguinte em relação aos casos de estupro: "a criança pode não ter sido feita por amor. Mas pode ser criada com amor". Nunca esqueci essa frase. É um trauma para a pessoa. Mas da mesma forma que passamos por diversos dissabores e superamos, discordo do argumento de que "a mãe não conseguirá amar o filho porque sempre se lembrará do que aconteceu". Se fosse assim, pessoas que tiveram parentes que morreram em acidente de carro nunca mais entrariam em um automóvel. Mas o caso da garota é diferente. Uma menina, de quem foi roubada a inocência. Abusada pelo padrasto desde os 6 anos (que crápula faz uma coisa dessas?). Grávida de gêmeos. Gestação de risco. Pesando 30 Kg. Aí a mãe autorizou o abortamento, previsto inclusive na legislação. Duvido muito que essa mãe não tenha passado noites insones até decidir. E não basearei minha idéia apenas na lei, apesar de que ela permite o ocorrido. Não faço isso porque seria me esconder atrás de um dispositivo legal. Temos de assumir nossa posição. E, no caso, acredito que o sentimento principal despertado é o de compaixão. É muito diferente daquela pessoa para quem a vida oferece tudo é quanto é possibilidade e escolhe a mais difícil, espera chegar no limite para fazer algo. Aí vem a Igreja Católica e excomunga a garota, a mãe e o médico. Tenho fé. Acredito em Deus. Gosto DE Igreja. Mas há horas que A Igreja só faz bobagem. Porque o filho daquilo mesmo que vocês estão pensando nem foi mencionado. Será que esse elemento (cidadão é bom demais prá ele) não merecia a excomunhão? E afinal de contas, quem somos nós para julgarmos o outro? Quem foi que disse que o papa fala por Deus? Deus não disse que o papa é o representante DELE na Terra. Então, prefiro acreditar nos ensinamentos de Jesus Cristo: "Atire a primeira pedra quem nunca pecou". No final das contas, a Igreja faz isso para demonstrar PODER. E é nessas que ela PERDE. Jesus pregou caridade, amor, fé, compaixão, perdão. Não é para sair por aí fazendo tudo errado sem nenhuma preocupação porque "seremos perdoados" . É necessário ter consciência, discernimento, procurar o melhor. Mas somos humanos. Escorregamos. Então, que tal nessas horas lembrarmos de, ao invés de acusar, estendermos nossa mão?
Escrito por Ritinha às 19h30
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Inacreditável
Inacreditável como algumas lojas têm produtos bonitos. O catálogo da Gregory, uma das minhas lojas preferidas de roupas é um estouro. Tem uma saia de renda pela qual estou babando. Não é uma loja barata. Mas tem qualidade e normalmente sou muito bem tratada. E inacreditável é como eu gosto de chocolate. Todos os anos, nesta época, fico meio enlouquecida. Tem aqueles tradicionais que quero e também as novidades. Terrível para a dieta. Mas ótimo para liberar serotonina, endorfina ou qualquer outra "ina".
Escrito por Ritinha às 18h37
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Esforço
Hoje não estou mais tão arrasada. Mas sim torcendo para tudo dar certo. Para isso, preciso me esforçar. Então, inté. P.S. O que me deixa encafifada é que, nos últimos anos, março não tem sido um bom mês para mim. Espero que 2010 seja diferente!
Escrito por Ritinha às 18h33
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Estou arrasada. Qualquer dia conto o motivo. Mas hoje não.
Escrito por Ritinha às 19h04
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Dívida
Estou devedora com este espaço. E o mais engraçado é que não falta assunto para escrever. Só que, em semanas que temos muito a fazer, precisamos dar prioridade a algumas coisas. E este espaço, tadinho, acabou ficando para trás. Hoje fiz matrícula para fazer o CFC. Como aquele povo é confuso! Nunca me interessei em dirigir, nunca foi importante nem fez falta. Mas, pensando bem, saber guiar um carro ajuda em alguns pontos. Se alguém precisar de mim, posso colaborar. Já aconteceu de não poder acompanhar uma amiga porque não sei dirigir. Então, esse é um ponto positivo. E, também, minha intenção não é sair de carro sempre, mesmo porque São Paulo deixa todo mundo doido no trânsito. Mas ter essa opção é interessante. O mais engraçado é que, há alguns anos, o oftalmologista disse que eu não poderia dirigir, porque tenho um grau muito elevado na minha vista direita. O que ele esqueceu de reparar é que minha esquerda é perfeita, portanto, não existe tal impedimento. Tá certo que não poderei dirigir caminhão (e nem quero, rs). Mas carro eu posso. Ah, sim, tenho impressões da Restaurant Week. Estive no Charlô. Fui muito bem atendida, a comida estava ótima, havia bebidas para combinar com os pratos, tudo muito competente. Demorou um pouco, porque a fila era enorme (mas também, né, não reservei, então quanto a isso não tenho do que reclamar), mas foram bastante simpáticos. E aquela sobremesa... Torta de gianduia com sorvete, delicioso. Agora, o que me deixou bem brava foi ter ligado para a chocolateria Sweet Brazil, terem me informado que o ovo de Páscoa que eu quero estava disponível e, chegando à loja, não era verdade. Pô, esses comerciantes precisam se aperfeiçoar! Começou minha pós graduação. De cara, gostei. Estou muito feliz por ter começado esta nova fase, era algo que desejava há tempos. É bom quando podemos realizar um objetivo. Melhor do que deixar sempre para depois, um depois que nunca chega. Empurrar com a barriga não é minha praia.
Escrito por Ritinha às 19h00
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Sobre nada e BBB
Que calooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooor! Existem pessoas neste mundo que não tem nem meio neurônio. E o calor ainda piora as coisas. Não sei como há pessoas que agüentam aquele BBB. Isso só demonstra como há gente superficial neste mundo. E como os valores estão invertidos. Preferem uma "maria madalena arrependida", com cara de chorona, pobre vítima das circunstâncias e que parece que irá prá forca a qualquer tempo do que alguém que, aparentemente, é mais equilibrado, não faz tanto farol. O pior é que sei dessas coisas porque abro a internet e sou bombardeada com notícias sobre as quais não tenho o mínimo interesse e que não agregam coisa alguma. Melhor ler sobre algo mais proveitoso. Outra coisa que me irrita são pessoas que não sabem dar valor ao que tem mas não largam o osso, ou seja, não atam nem desatam, são indecisas, querem e não querem e não dão sossego. Quem gosta de viver assim deve ter algum problema, porque despreza a felicidade e ainda atormenta os outros. Ou você quer ou não quer. Se quer, assuma de uma vez ao invés de enrolar. Se não quer, caia fora. Mas não empurre com a barriga que isso é horrível. Antes ser absolutamente honesto nos atos e palavras do que falar uma coisa e agir de outra. E assim vai mantendo o outro na expectativa. O pior é que depois se acha cheio de razão. Que tal ser adulto e assumir responsabilidade pelos próprios atos ao invés de jogar tudo nas costas do outro? Muito mais digno.
Escrito por Ritinha às 15h46
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Novo site
Ontem recebi um email sobre o "Skoob". Existem sites de relacionamentos (Orkut, Facebook), Música (MySpace), Cinema (Flixster) e agora surgiu esse no Brasil, cujo principal atrativo são os ... LIVROS! Achei a idéia genial. Podemos colocar nossos livros favoritos, comentar, fazer uma "estante virtual". Ontem não consegui porque ele estava em manutenção, mas tentarei novamente e depois conto mais.
Escrito por Ritinha às 13h41
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Teste sobre ser feliz
Hoje fiz um teste para saber se sou uma pessoa feliz. E não é que o resultado foi "feliz, feliz e feliz"? Ainda bem que sou bem cética quanto a estes testezinhos. E olhem que fui absolutamente sincera nas minhas respostas. Não que eu não seja feliz. Mas felicidade é mais um estado de espírito e, como tal, oscila durante a vida gente. Existem momentos e momentos. Mas discordo, por exemplo, de uma das frases constantes do resultado: que as pessoas tem de se "arriscar". Quem não tem discernimento começa a fazer besteira porque acredita que vale qualquer negócio. E, muitas vezes, a felicidade consiste exatamente no contrário. Conhecer os próprios limites e saber respeitar o próximo são condições primordias para se conhecer (e sentir) felicidade. Porque não adianta nada pensar "é a minha felicidade, vou alcançá-la custe o que custar". Não é assim que funciona. Agir de forma indiscriminada pode magoar outra pessoa. E só quem não se preocupa com princípios e valores morais pode se sentir feliz com a infelicidade alheia. Na nossa caminhada os fins NÃO justificam os meios. Importa, sim, o que acontece no meio do caminho. Poder colocar a cabela no travesseiro com tranquilidade é fundamental para uma existência digna.
Escrito por Ritinha às 13h55
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Notícias do meu Carnaval
Meu Carnaval foi metade caseiro, metade passeios em uma São Paulo vazia e ótima prá se andar (a pé, de carro, do jeito que fosse). Conheci um restaurante novo, chamado Trindade (na famigerada Amauri) e, francamente, já provei peixes melhores. Fiz uma limpeza de pele que liberou muita serotonina no meu sangue, rs. Na Anna Pegova, onde o pessoal é bem competente na hora de cuidar do cliente. Exceto para falar (uns erros de português de arrepiar). Vi Milk, um filme muito bem-feito. A interpretação de Sean Penn realmente mereceu o Oscar. Aliás, vibrei muito, muito, muito. Ele é O cara. Até achei o trabalho neste filme superior a Sobre Meninos e Lobos, que é outro filmão. E o discurso de Sean no Oscar foi soberbo. Andei no carro comunitário pela primeira vez (carro comunitário é aquele que pertence à família e não a uma só pessoa específica). Minhas amigas me contaram sobre edições especiais de Twilight (Crepúsculo) que serão lançadas nos States. Vejam as edições da Amazon e da Borders. De enlouquecer. Além disso, a Borders também tem um calendário supimpa. Comprei umas trufas novas na Cacau Show. Mas, francamente, prefiro os chocolates da Munik, que está no mesmo patamar. Nem comento os da Chocolat du Jor, porque esses são o próprio paraíso. Encontrei um caderno do Ursinho Pooh que é uma fofura. E um livro "Todas a viagens que uma mulher precisa fazer" ou algo do gênero na Saraiva. Mas viagem não é algo que "precisamos", certo? É algo que "queremos", o que é bem diferente. Dormi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito. Hugh Jackman apresentando o Oscar foi INCRÍVEL. Mas aquele monte de propaganda encheu a paciência. Kate Winslet finalmente ganhou uma estatueta. Merecidíssima, por sinal. E O Leitor é muito bom filme. Só falta um Frozen Yogurt do Festival do America para eu provar. O mau-humor de algumas vendedoras na segunda-feira me fez desistir de algumas compras. Reconheço que não deve ser legal trabalhar na segunda-feira de Carnaval. Mas não justifica tratar mal o cliente. E, prá finalizar, a cereja do bolo: em uma série de reportagens que a Record está fazendo esta semana sobre "chocolate", perguntaram às mulheres o que elas preferem, sexo ou o doce. Claro que o doce ganhou. Aliás, várias entrevistadas estavam acompanhadas dos respectivos, o que me fez dar boas gargalhadas. Mas duvido que eles tenham aprendido alguma coisa. Teve um cara que disse "alguém não deve ter aprendido a lição direito". Talvez seja ele mesmo. O doce não dá trabalho, é gostoso e não mente. O que ouço por aí são muitas pessoas "garganta". Que gostam de contar vantagem mas são um completo fiasco. Se as pessoas se preocupassem mais com sentimentos e menos com o imediatismo, fossem mais carinhosas e menos egoístas, talvez esse fosse um mundo melhor. E mais feliz.
Escrito por Ritinha às 18h20
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Häagen-Dazs
Semana passada estive na sorveteria Häagen-Dazs e tomei um sorvete maravilhoso de manga com maracujá. Que combinação boa! Aí eles tinham um calendário que só de olhar dá água na boca, tive de comprá-lo, rs. Pena que uma das taças que aparece lá ainda não ofereçam nas lojas do Brasil (espero que corrijam esta falha logo...).
Escrito por Ritinha às 16h00
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Bonequinhas de porcelana
Estou fazendo uma linda coleção de bonequinhas de porcelana! Agora só preciso achar espaço para o aumento da tranqueira... rs
Escrito por Ritinha às 15h57
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Semana cheia
Nooooooooooooooossa, quanto tempo! Exatamente uma semana desde o último post. Mas é que esta foi uma semana de muitas emoções e adaptações. Para algumas coisas tenho até facilidade de me adaptar, para outras, preciso de mais um tempinho. Tem horas que fico brava, outras, nem ligo. Queria muito ir ao cinema (é época de Oscar!), mas como também gosto de dormir e tive muitas atividades durante a semana, em todos os dias preferi ir direto prá casa. Mas ainda tem hoje à noite e amanhã é dia de maratona! :) Já tive aulas de hidro com professores bem diferentes, um deles é um completo carrasco, rs. Mas é bom porque aprendemos a tratar melhor nosso corpo. Estamos tão acostumados com ele que às vezes não prestamos atenção em algumas coisas que, depois, podem fazer muita diferença (para o bem e para o mal). Também iniciei um curso preparatório para concurso, bem direcionado. Podem dizer que estou fazendo muitas coisas. Estou mesmo. Mas, querem saber? É exatamente uma questão de adaptar horários. Quando temos muitos afazeres, o tempo acaba sendo melhor aproveitado (só nesta primeira semana já percebi isso). Como não existem muitas horas disponíveis, elas são mais bem utilizadas, ao contrário de antes, quando ficava um tempão olhando pro teto. Apesar de às vezes ser isso mesmo que precisamos fazer. Além de tudo isso, resolvi aprender a dirigir! Esses primeiros meses do ano serão mais complicados. Mas a auto-escola não durará para sempre e confio em Deus para me ajudar a dar conta de tudo isso.
Escrito por Ritinha às 15h56
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Hidroginástica e Anita
Esta semana estive no ortopedista e o dito cujo disse que estou com o joelho desgastado. E, aí, não posso usar mais minha querida bicicleta, porque é esporte de impacto. Ainda quero conversar com outro médico, para ter uma segunda opinião. Mas, como seguro morreu de velho, lá fui eu atrás da indicação para esporte "na água". Aí escolhi hidroginástica. Não é que gostei da bichinha? E hoje conhecei o restaurante Anita, em São Paulo. Bom demais. Mas se aquilo é comida individual, imagine para duas pessoas... Apesar de que dizem que não sou parâmetro porque, apesar de gostar de comer, não sou de me empanturrar. Mas que tutu de feijão bom! E batata bolinha, que amo de paixão! E uma farofinha... Fora o brownie de sobremesa, que estava simplesmente maravilhoso. Tenho uma tendência a pedir brownie de sobremesa. Porque cada receita é diferente, né! Esse do Anita é bem diferente, cremoso, derrete na boca. Já entrou nos meus favoritos. Como o da padaria Bella Paulista. Hmmmmmmmmmmmmmmm.
Escrito por Ritinha às 19h08
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Justamente agora que começaria a escrever, terei de sair. Então, volto mais tarde. Mas queria dizer algumas palavras antes de sair: existem pessoas que preferem manter-se na própria teimosia do que se abrir à oportunidade que a vida lhes oferece. Tudo bem, cada pessoa tem seu direito de escolha e merece ser respeitado. Porém existem horas que sob o fundamento de "escolha" algumas pessoas negam a própria existência, os próprios sentimentos e até ferem o outro. Mais fácil permanecer no inferno conhecido do que se permitir. Às vezes o que chamamos de liberdade é prisão. Mais fácil fingir que está certo e se esconder atrás de uma falsa "força", acreditante piamente que se está correto do que olhar realmente para dentro de si próprio. As pessoas falam o que pensam. E agem como sentem (quem disse isso foi Paulo Gaudêncio, um psiquiatra ou qualquer coisa do gênero). Quando há um descompasso entre um e outro, é necessário refletir, porque algo está fora de lugar.
Escrito por Ritinha às 15h32
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Viagem
Estou viajando, por isso diminuí as postagens. Chove e faz um calor danado. E o laptop está lerdo. Então volto depois.
Escrito por Ritinha às 18h03
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